❝ — DORMITÓRIOS: ÁREA COMUM.

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❝ — DORMITÓRIOS: ÁREA COMUM.

Mensagem por O Narrador em Sab Jan 13, 2018 5:50 pm


DORMITÓRIOS: área comum;
PRÉDIO DOS DORMITÓRIOS | ACADEMIA AVALON | PAÍS DE GALES


Mesmo no prédio dos dormitórios há de ser exibida a suntuosidade e riqueza com a qual todos os herdeiros estão acostumados. Tanto para conforto dos estudantes quanto para apresentação aos pais quando estes diligentemente cedem lugares de suas agendas apertadas para visitar os terrenos de Avalon. A área comum dos dormitórios separa a ala norte (masculina) da ala sul (feminina), além de englobar grande parte dos locais públicos que podem vir a ser úteis aos discentes: uma pequena cozinha, um salão de chá, múltiplas salas de jogos e de estudos e espaços comunais para descanso e lazer.

Adentrando o prédio, já é possível vê-la com toda sua exuberância: há, demarcando o exato centro do prédio e o coração dos terrenos de Avalon, uma árvore. A madeira se entremeia e rodeia, formando um tronco grosso forjado por vários séculos - quiçá milênios - à despeito do tempo. Subindo aos céus, sem se ver onde termina, muitos dizem que o monumento é a personificação de Yggdrasil, a famosa árvore da vida, na Terra. Contudo, costumam dizer isso de muitas outras árvores majestosas plantadas ao redor do mundo e a lenda é algo que apenas os mais pueris ainda creem. De qualquer maneira, a árvore do hall de entrada é comumente utilizada para deixar recados, uma vez que seus galhos parecem reagir com a aproximação e afastamento dos estudantes, estendendo-se na direção dos mesmos em forma de oferta e restringindo-se quando tomam distância. Ao seu redor, foram dispostas em intervalos alternados luxuosas lareiras revestidas de mármore escuro, rodeadas por atiçadores limpos e em bom estado de uso, além de confortáveis poltronas em colorações claras. No mesmo cômodo ainda constam máquinas de venda automática recheadas por latas de bebidas variadas (nada alcoólico) e lanches. A decoração, por mais clássica que seja com suas altas janelas de pesadas cortinas e interessantes afrescos, ainda possui toques de modernismo para agradar o paladar arquitetônico dos mais jovens.

Por uma porta à esquerda se atinge a cozinha, onde os empregados trabalham incansavelmente respondendo aos sinos interligados a cada quarto do prédio. Não é permitida a entrada sem permissão, embora visitas possam ser agendadas, considerando os direitos de consumidores. À direita, um estreito e longo corredor bem iluminado apresenta diversas portas para salas de jogos e estudos, todas com isolamento acústico para melhor entretenimento e chave. Além dos locais comuns e ainda no térreo, existem os quartos dos docentes, igualmente separados por gênero e individuais.

Subindo as escadas (ou os recém incluídos elevadores) para os andares superiores, finalmente encontra-se os dormitórios pertencentes aos discentes de Avalon. Sendo individuais, é permitido que o estudante personalize seu espaço do jeito que melhor lhe aprouver, portanto é comum encontrar portas cheias de adesivos, pintadas de cores extravagantes ou substituídas por cortinas de miçangas. Por menores que possam parecer por fora, os quartos possuem quaisquer propriedades mágicas que os fazem muito maiores por dentro, de maneira que o espaço oferecido obedeça o costumeiro conforto oferecidos aos herdeiros. O prédio possui sete andares destinados aos quartos.




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Re: ❝ — DORMITÓRIOS: ÁREA COMUM.

Mensagem por Owleen Lynch em Dom Jan 14, 2018 11:36 pm

Owleen
I was once poison Ivy, now i'm your daisy.
Acordou com o grito agudo, como quem desperta de um sono profundo. Lhe doia a cabeça e a vista, mas algo em seu coração lhe chamava para fora. Os pés descalços tocaram o chão com cuidado enquanto Owleen caminhava até o armário, à esquerda da penteadeira. Pegou o primeiro casaco que viu, correndo, ainda sonolenta, na direção da porta.
Horacio batia, desesperado, os chifres contra a porta, tentando, inutilmente, quebrar a porta. Owleen tocou na maçaneta, demorando alguns segundos antes de liberar o daemon.
- Horacio, se você continuar irritado assim, vai acabar me dando dor de cabeça- tocou um dos chifres com cuidado, antes que o cervo desse um jeito de se enfiar em seus braços.
- Você ouviu o grito! Não quero você aqui.- o animal falava rápido, tentando arrasta-la para fora. Owleen deu uma risada doce, abraçando o veado
- Vamos, temos que acordar o Florian.- sussurrou, se afastando do daemon. Horacio caminhava atrás dela, o mais próximo possível.
Bateu com força na porta do irmão, chamando o nome de florian enquanto um bocejo preguiçoso saía de seus lábios.  

surrender
Her fight and fury is fiery,
Oh, but she loves
like sleep to the freezing.
Sweet, and right, and merciful,
I'm all but washed
In the tide of her breathing.
And it's worth it, it's divine,
I have this some of the time.
The way she shows me I'm hers, and she is mine:
open hand or closed fist would be fine.
The blood is rare and sweet as cherry wine.

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Re: ❝ — DORMITÓRIOS: ÁREA COMUM.

Mensagem por Florian L. Sandvik em Seg Jan 15, 2018 12:53 am


SCREAM

Keep your love loveckdown
O dia de Florian havia começado estranha e a noite tinha tudo para terminar estranha, seu olho estava doendo do soco certeiro que havia levado, se perguntava se algum dia se acostumaria com aquela sensação, os dedos tocavam o local com calma enquanto pensava sobre o roxo que ficaria ali. 'Deveria ter passado na cozinha e pego gelo.' A voz da daemon que saltitava a seu lado se fez presente e tudo que Florian pode fazer foi abrir um sorriso leve para Ilaria antes de voltar a caminhar absorto em seus pensamentos deixando até mesmo o flamingo ao seu lado preocupado com sua situação, nada bom costumava acontecer quando Florian pensava demais sobre sua vida. 'Florian...' ❝ Está tudo bem. ❞ Murmurou firme antes que a daemon continuasse, porém seu caminho foi parado por um grito e toda a confusão que seguiu este, enquanto os estudantes corriam para fora de seus dormitórios Florian só queria chegar ao da irmã e ter certeza que estava bem, mas sentia que a mesma não estaria lá. Por este motivo tinha acabado indo contra a maré voltando a seu quarto só para ter a visão do cervo e da irmã batendo em sua porta. ❝ Para com isso sua louca. ❞

A roupa da irmã foi analisada e deu uma risada baixa ao perceber o quão parecidos eram antes de finalmente suspirar tomando a irmã pelo braço. ❝ Venha, por favor, está todo mundo louco e esse grito deve ter vindo daqui perto, é melhor ficarmos perto de todos os outros. ❞ 'Ou, deveriam se trancar no quarto e ficar bem quietinhos.', Ilaria deu a dica em tom irônico enquanto se mexia inquieta, como se olhasse para todos os lados, as asas batendo contra o corpo de forma desesperada enquanto andava rapidamente atrás dos gêmeos. Florian parecia conduzir a irmã até a área comum dos dormitórios, aonde ficavam as lareiras, com toda certeza os estudantes estariam ali criando teorias e talvez alguém soubesse de algo. ❝ Você está bem não está? Desculpe não ter perguntado antes, é só que...Eu saberia se você estivesse machucada, só... ❞ Balançou a cabeça forçando um sorriso brevemente antes de respirar fundo adentrando o lugar cheio de daemons e herdeiros histéricos. Quase imediatamente Ilaria pulou em seu colo o fazendo ir para frente para conseguir segurar a flamingo.  ❝ PUTA QUE PARIU ILARIA! ❞


roupinha ★ Song:

_________________
Cut out all the ropes
and let me fall

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Re: ❝ — DORMITÓRIOS: ÁREA COMUM.

Mensagem por Agaton Karlsson em Ter Jan 16, 2018 5:45 am


A recepção daquele ano fora calorosa. Agaton passara um tempo no saguão com os colegas do seu curso e alguns conhecidos do clube de esgrima, ouvindo como haviam sido as férias de alguns deles e, em certos momentos, tentando esforçar-se para manter uma expressão de interesse em sua face.

Retirou-se mais cedo que o comum para os dormitórios, desejando uma boa noite de descanso. A viagem da Suécia até a Academia fora cansativa, já que Agaton, diferentemente do seu comum, não utilizara dos princípios do Akasha para locomover-se de maneira desmaterializada até a escola. Vinha tentando buscar uma conexão com as pessoas comuns agora que ficava cada vez mais próximo de assumir a coroa, e sabia que a maioria delas não possuía habilidades magníficas como as dos incríveis nobres que frequentavam aquela Academia. Então, esforçando-se para criar um elo empático com os seres que um dia governaria, Agaton estava explorando as dificuldades e peculiares diferenças que existiam entre ser um apadrinhado por uma divindade e um humano comum.

Sua conclusão: cansativo.

Mas, ainda assim, continuava tentando. Sven achava que ele estava levando aquilo tudo muito a sério, mas, bem... Sven achava isso sobre tudo.

O daemon conversara de maneira incansável com as outras almas presentes no saguão e no refeitório, tagarelando sobre o que fizera nas férias e colhendo informações desnecessárias sobre a vida alheia, atrevendo-se até mesmo a compartilhar algumas delas com Agaton enquanto ambos subiam para o dormitório.

O príncipe despiu-se num ritmo lento, ainda recusando-se a usar as próprias habilidades para acelerar o seu recolhimento. Lavou o rosto, enxugando-se com uma toalha macia e limpa que fora colocada no banheiro para o seu uso, e então se deitou na cama apenas de cueca, como preferia dormir.  

Acordou com alguma coisa movimentando-se contra seu braço. Resmungou, incomodado por ter o sono perturbado logo no primeiro dia, até ouvir, telepaticamente, a voz de Sven tentando se comunicar com ele.

Sven...?, perguntou ele em pensamento, ainda com os olhos fechados.

Agaton... Alguém..., antes que o daemon continuasse, o som estridente e horrível percorreu o ar, invadindo o quarto do nobre e fazendo com que ele abrisse os olhos de súbito.

Um grito de desespero.

Sven, o que está acontecendo?, questionou, percebendo só então que o que lhe despertara fora a tremedeira incessante do seu daemon, que parecia estar morrendo de frio. O loiro apanhou o bracelete que deixara sobre o criado-mudo, colocando-o no pulso e então apanhando o Mensageiro de Éter nos braços para acolhê-lo.

Estava um pouco assustado, sim, mas o Príncipe Herdeiro do trono da Suécia era bom em lidar com momentos de tensão. Priorizava as atitudes bem pensadas, que não seguissem qualquer instinto impulsivo. A tranquilidade e bem-estar do seu daemon eram de importância primordiais, não só pela conexão que os dois compartilhavam entre si, mas também porque ela representava uma ponte com uma terceira parte, o patrono de Agaton. Os três estavam ligados. Tinha um compromisso não só com a entidade, mas também com todos aqueles que governaria quando viesse a ser o Rei da Suécia.

O Mensageiro ficou mais calmo em seus braços, enrolando-se com as orelhas e afundando o rosto em seu peito.

Está tudo bem... consolou ele, encarando a criatura com um olhar atencioso, como se fosse um pai que cuida de um filho que acordou no meio da noite após um pesadelo.

Dois minutos depois, Agaton vestiu um pijama azul e dourado, calçou pantufas brancas e então desceu com Sven nos braços, direcionando-se para a saída dos dormitórios. Os corredores estavam cheios de estudantes confusos e assustados, que queriam saber o que diabos tinha acontecido. Ao ver o batalhão de guardas tapando as entradas, Agaton franziu o cenho, desconfiado com aquela movimentação.

Estavam sendo barrados por segurança ou por controle?

Agaton percebeu a agitação dos outros daemons, concluindo que não fora apenas Sven que sentira a mudança no ambiente. Havia algo estranho acontecendo na Academia naquela noite.

- Mantenham-se calmos. – Disse ele assim que chegou ao grupo de membros do clube de esgrima, que quase sempre andavam em bando. Sendo o líder, Agaton sempre era ouvido com atenção pelos outros membros, que instantaneamente pareceram relaxar ao ter sua presença ali. Fosse pelo bracelete em seu braço, que tinha o poder de trazer tranquilidade aos que estavam ao seu redor, ou pela personalidade segura e protetora de Agaton, os outros membros se amontoaram diante dele. – Eu não sei o que está acontecendo aqui, mas isso não é relevante agora. Concentrem-se em manter os seus daemons tranquilos e aquecidos. – Falou Agaton num tom imponente e um olhar sério, demonstrando a importância do que dizia naquele momento.

Enquanto permanecia ali, no canto do corredor com seus colegas, observando os guardas num misto de apreensão e irritação, Agaton refletiu sobre a sua decisão de não utilizar o Akasha. Se quisesse, poderia facilmente ultrapassar as paredes do corredor e sair dali. Mas ele acreditava, pelo menos até então, que não valeria a pena fazer aquilo apenas para saciar a sua curiosidade e, talvez, correr um risco de uma atitude imprudente.

Para ele, o mais sensato naquele momento era esperar.

Esfera: bracelete capaz de tranquilizar os que estão ao seu redor.
Daemon: Sven, o Mensageiro de Éter.



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Re: ❝ — DORMITÓRIOS: ÁREA COMUM.

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